quarta-feira, dezembro 06, 2006

BAD DAY

...
Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day
...


When one day bad to turn is always!
We are in low!
But one day finishes!
And the sun comes back to shine!



segunda-feira, novembro 20, 2006

Sera???

Sera possivel esquecer...



o AMOR???

sábado, novembro 18, 2006

Preciso de algo para sarar a minha chaga

PREGOS!!!

ACENDO MAIS UM CIGARRO
E MAIS UMA VEZ FAÇO UM ESFORÇO PARA VER SE NÃO APARRO
QUANDO ENGULO O ÚLTIMO ANSIOLÍTICO
PREVEJO MAIS UM SERÃO APOCALÍPTICO
CONTIGO O CONHECIMENTO SURGIA
COMO UM REBENTO
DIZEM QUE O TEMPO TUDO CURA
- NÃO ME CONTENTO
SENTO O MEU CORPO EM FRENTE DA TELEVISÃO
DESESPERADAMENTE À ESPERA DE UM EMPURRÃO
NÃO CONTINUA A NÃO ACONTECER NADA
– MAÇADA IMAGENS DESFOCADAS SURGEM À DESFILADA
E SUBITAMENTE DOU POR MIM
–ASSIM A PENSAR PALAVRAS ABSTRACTAS COMO RIM
ABSTRACTO? DE BOM GRADO
ASSINARIA UM PACTO EXACTO
– DIABO PASSA-ME O CONTRATO
VENDO-TE A ALMA QUANDO O CORPO FOR ENTERRADO
PRONTO PARA CONTINUAR A SER DEVORADO
PORQUE É QUE HEI-DE CORRER PARA O QUE QUER QUE SEJA
SE AFINAL NÃO É ISSO QUE O MEU CORPO DESEJA
SINTO-ME COMO UM BÉBÉ – PREGUIÇOSO
DORMINHOCO DEIXANDO-ME LEVAR A POUCO E POUCO

PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU
SEI QUE FALO CONTIGO DO LUGAR DO RÉU
MAS PRECISO DE ALGO PARA SARAR A MINHA CHAGA
JÁ AGORA DIZ-ME – TENS AÍ ALGUMA VAGA?

BASTA! DÁ-ME UM BATUQUE QUE EU PRECISO DANÇAR
NÃO, DÁ-ME ANTES A TUA BOCA PARA EU A BEIJAR
VEJO NA MINHA CABEÇA UM CORPO BALANÇANTE
BRILHA QUANDO ABRAÇA O DO SEU AMANTE
E LEMBRO-ME DE NÓS. DA TUA VOZ
DE NOITES INENARRÁVEIS PASSADAS A SÓS
A CHUVA QUE ME ATRAI PICA COMO UM ALFINETE
ATIREI-ME DE CABEÇA SEM CAPACETE
NADA DE COMPLEXO – APENAS UM REFLEXO
TODAS AS LOUCURAS TÊM O SEU NEXO
JÁ NÃO DIGO O MESMO DAS EMOÇÕES EXPERIMENTADAS
NAS MINHAS INVARIÁVEIS DEAMBULAÇÕES
VAGABUNDO NOCTURNO CAÍDO NUM BUEIRO
COMO TANTOS OUTROS SEM PARADEIRO
DÁ-ME ALGUM DINHEIRO PARA COMER?
NÃO.
DÁ-ME ALGUM AMOR PARA VIVER

PAI NOSSO QUE ESTÁIS NO CÉU
SEI QUE FALO CONTIGO DO LUGAR DO RÉU
MAS PRECISO D´ALGO PARA SARAR A MINHA CHAGA JÁ
AGORA DIZ-ME: TENS AÍ ALGUMA VAGA?


PREGOS - DaWeasel

terça-feira, novembro 14, 2006

So para Ti!!!

Estas sao para ti estrelinha!!!





quarta-feira, novembro 01, 2006

Vaga, no azul amplo solta, vai uma nuvem errando...

    Vaga, no azul amplo solta,
    Vai uma nuvem errando.
    O meu passado não volta.
    Não é o que estou chorando.

    O que choro é diferente.
    Entra mais na alma da alma.
    Mas como, no céu sem gente,
    A nuvem flutua calma.

    E isto lembra uma tristeza
    E a lembrança é que entristece,
    Dou à saudade a riqueza
    De emoção que a hora tece.

    Mas, em verdade, o que chora
    Na minha amarga ansiedade
    Mais alto que a nuvem mora,
    Está para além da saudade.

    Não sei o que é nem consinto
    À alma que o saiba bem.
    Visto da dor com que minto
    Dor que a minha alma tem.



    Fernando Pessoa, 29-3-1931

segunda-feira, outubro 30, 2006

:(

tou com uma nostalgia
hoje nao é um dos meus dias
a saudade bate!
mas enfim...
é a vida...
e s nao fosse assim
talvez nao tivesse piada!


mas eu gostava k houvesse um pouco d mentira nisso!

terça-feira, outubro 17, 2006

Sinto-me só!


Sinto-me só! Sinto que tudo o que há à minha volta não esta comigo, são só aparências! Sinto que toda a importância que tenho será nenhuma e a pouco que me falta não é minha.
Sinto-me só! Sinto que o sol não passa por entre as nuvens que cobrem este meu céu! Sinto que sou o que sou e não sou mais do que devia ser! Mas a minha alma não renuncia à dignidade e combato a tua dissimulação, e vou para onde o sol brilha, onde tudo nasce.
Sinto-me só! Sinto que és a pessoa que eu quero para sempre ao meu lado! Sinto que o teu olhar me foge e que sou incapaz de reduzir esta distância que nos separa, amor, fica comigo para sempre no teu coração.
E sinto-me feliz assim, sozinho, a pensar em ti amor!

quarta-feira, outubro 04, 2006

Quem Te Perdeu

Eu Nao Sei Quem Te Perdeu



Quando veio,
Mostrou-me as maos vazias,
As maos como os meus dias,
Tao leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
«Nao partas nunca mais»

E dancou,
Rodou no chao molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.

E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu nao sei quem te perdeu.

Abracou-me
Como se abraca o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.

E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.

E uma asa voa
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu nao sei quem te perdeu.



Pedro Abrunhosa - Eu Nao Sei Quem Te Perdeu

quarta-feira, setembro 27, 2006

Saudade... Saudade...

A pensar em ti!


Na sensação das ondas, descobri o teu cabelo à solta, na revolta que existe dentro de mim descobri o amor e não vejo o fim. Percebo agora o aperto no coração, são saudades de ti, de não sentir a tua mão no meu rosto! Profundamente amo o teu beijo e receio um dia a tua fuga. Vejo-te nua nos meus sonhos, esbelta como ninguém, perdido no interior do teu toque e sinto, sim sinto, este é o primeiro de todos os dias!

Tudo faz sentido agora neste mundo de reflexos, labirintos de espelhos que nos separam e noites de sensações divinas que nos juntam para sempre! Mar turbulento onde rebentam as ondas da vida, este cheiro a maresia pela manha faz renascer a saudade em mim, perfume teu, jasmim da aurora, onde vejo o início e não o fim! Onde vejo que tudo o que quero és tu, só tu! E fico assim sozinho em mim, a pensar em ti.

domingo, setembro 24, 2006

Um dia... Quanto mais tarde melhor!?

"Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido.
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.
Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida.
Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos.
Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices...
Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro.
Vamo-nos perder no tempo....
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão: "Quem são aquelas pessoas?"
Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente......
Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo.
E, entre lágrimas abraçar-nos-emos.
Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado.
E perder-nos-emos no tempo.....
Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades....
Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!"


Um dia... - Fernando Pessoa

segunda-feira, maio 29, 2006

Não sei quantas almas tenho...

Alberto Caeiro


Novas Poesias Inéditas


Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.


Alberto Caeiro

sexta-feira, maio 19, 2006

o meu perferido...

Encostei-me


Encostei-me para trás na cadeira de convés e fechei os olhos,
E o meu destino apareceu-me na alma como um precipício.
A minha vida passada misturou-se com a futura,
E houve no meio um ruído do salão de fumo,
Onde, aos meus ouvidos, acabara a partida de xadrez.

Ah, balouçado
Na sensação das ondas,
Ah, embalado
Na idéia tão confortável de hoje ainda não ser amanhã,
De pelo menos neste momento não ter responsabilidades nenhumas,
De não ter personalidade propriamente, mas sentir-me ali,
Em cima da cadeira como um livro que a sueca ali deixasse.

Ah, afundado
Num torpor da imaginação, sem dúvida um pouco sono,
Irrequieto tão sossegadamente,
Tão análogo de repente à criança que fui outrora
Quando brincava na quinta e não sabia álgebra,
Nem as outras álgebras com x e y's de sentimento.

Ah, todo eu anseio
Por esse momento sem importância nenhuma
Na minha vida,
Ah, todo eu anseio por esse momento, como por outros análogos
Aqueles momentos em que não tive importância nenhuma,
Aqueles em que compreendi todo o vácuo da existência sem inteligência para o compreender
E havia luar e mar e a solidão, ó Álvaro.


Álvaro de Campos (Fernando Pessoa)

terça-feira, maio 16, 2006

Desculpa!!!

Estrela!


Não percebo o que aconteceu, mas o brilho do teu olhar desapareceu! Não sei quem apagou a luz do farol do nosso amor, mas vou acendê-la de novo, antes que a felicidade fuja e volte a dor! Estrela! Desculpa as atitudes do dia a dia, mas o medo de te perder era algo que sentia. Não sei se me podes perdoar ou não, mas eu estou aqui de coração, na mão, de peito aberto à tua espera e com todo o amor para te dar, magnifico como a figura da quimera! Estrela! Não me digas para te tentar esquecer, agora que te tenho não te vou perder! No olhar do não olhar, não volto para traz. Sinto o que sinto és a capataz, e zás mais um beijo que vejo! Estrela! O perfume que sinto é a ti que pertence, é o que sinto e este amor tudo vence! Noite de sexo, dias de fogo, neste doce de paixão, amo-te em cada bater do coração… Estrela! Desculpa as atitudes do dia a dia, mas o medo de te perder era algo que sentia. Não sei se me podes perdoar ou não, mas eu estou aqui de coração, na mão, de peito aberto à tua espera e com todo o amor para te dar, magnifico como a figura da quimera! Estrela! O perfume que sinto é a ti que pertence, é o que sinto e este amor tudo vence! Noite de sexo, dias de fogo, neste doce de paixão, amo-te em cada bater do coração… Estrela!


sábado, maio 13, 2006

CAGADA!?!?

[SONETO DA CAGADA]


Vai cagar o mestiço e não vai só;
Convida a algum, que esteja no Gará,
E com as longas calças na mão já
Pede ao cafre canudo e tambió

Destapa o banco, atira o seu fuscó,
Depois que ao liso cu assento dá,
Diz ao outro Oh amigo, como está
A Rita O que é feito da Nhonhó

Vieste do Palmar Foste a Pangin
Não me darás notícias da Russu,
Que desde o outro dia inda a não vi

Assim prossegue, e farto já de gu,
O branco, e respeitável canarim
Deita fora o cachimbo, e lava o cu.


Manuel Maria Barbosa do Bocage.

terça-feira, maio 09, 2006

Nas asas o teu coração!

Vou sentir…


Quando dizes que eu sou, olha para traz e vê, que não é assim tão fácil acordar! Eu sei que não me podes ver, neste abalo que me dá, sei que a vida não me pode dar! O teu ser, aqui vou sentir… Sentir-me só não é razão, sinto-me nas asas o teu coração!
Vou sentir…
Quero-te ensinar o que a vida me ensinou! Quero poder nunca acordar deste sonho onde sou… Hoje não é dia de acordar, hoje não é dia…. E eu quero morrer nos teus laços de amor, eu quero sentir… Sentir-me só não é razão, sinto-me nas asas o teu coração!
Vou sentir…
Quando dizes que eu sou, olha para traz e vê, que não é assim tão fácil acordar! Eu sei que não me podes ver, neste abalo que me dá, sei que a vida não me pode dar! O teu ser, aqui vou sentir… Sentir-me só não é razão, sinto-me nas asas o teu coração!
Vou sentir…
Onde estas tu agora que no meio desta luz eu não te vejo, que fazes no mundo que não encontro a tua sombra! Quero sentir, sentir-te aqui! É essa a razão que me faz amar! Não me sinto só! Sinto-me nas asas o teu coração!
Vou sentir…

sábado, maio 06, 2006

...

[SONETO DE TODOS OS CORNOS]
[José Anselmo Correa Henriques]

Não lamentes, Alcino, o teu estado,
Corno tem sido muita gente boa;
Corníssimos fidalgos tem Lisboa,
Milhões de vezes cornos têm reinado.

Siqueu foi corno, e corno de um soldado
Marco Antonio por corno perdeu a c'roa;
Anfitrião com toda a sua proa
Na Fábula não passa por honrado;

Um rei Fernando foi cabrão famoso
(Segundo a antiga letra da gazeta)
E entre mil cornos expirou vaidoso;

Tudo no mundo é sujeito à greta
Não fiques mais, Alcino, duvidoso
Que isto de ser corno é tudo peta.


Manuel Maria Barbosa do Bocage.

sexta-feira, maio 05, 2006

Vem ver o sol nascer...

Vem ver o sol nascer...


Quero que venhas comigo nesta viajem, quero k sintas este sabor, que vejas que é verdade não é miragem o que sinto por ti é amor! Quero voar até à lua numa noite escura de luar, quero acreditar que esta luz, que este brilho, são fruto do teu olhar! Vem sentir este toque, este gesto de paixão! Vem comigo nesta viajem, não tenhas medo dá-me a tua mão!
Vem ver o sol nascer, vem ver o sol nascer…
Quero-te sentir junto a mim, sentir o teu coração a bater no meu, sentir o teu respirar em mim e te dizer que o sorriso da minha alma é teu! Quero que venhas comigo nesta viajem, que vejas que é verdade não é miragem! Veste-me esse teu sorriso singelo, despe-me a dor…fica comigo no paraíso, quero-te a ti amor!
Vem ver o sol nascer, vem ver o sol nascer…
Nesta paisagem iluminada pelo luar, onde vejo sombras que aclaram os relevos, do teu corpo que espelham os medos do sentir, sorrir e amar! Quero que venhas comigo nesta viajem, quero k sintas este sabor, que vejas que é verdade não é miragem o que sinto por ti é amor! Quero voar até à lua numa noite escura de luar, quero acreditar que esta luz, que este brilho, são fruto do teu olhar!

sábado, abril 29, 2006

...

Sonhei, confuso, e o sono foi disperso,
Mas, quando dispertei da confusão,
Vi que esta vida aqui e este universo
Não são mais claros do que os sonhos são

Obscura luz paira onde estou converso
A esta realidade da ilusão
Se fecho os olhos, sou de novo imerso
Naquelas sombras que há na escuridão.

Escuro, escuro, tudo, em sonho ou vida,
É a mesma mistura de entre-seres
Ou na noite, ou ao dia transferida.

Nada é real, nada em seus vãos moveres
Pertence a uma forma definida,
Rastro visto de coisa só ouvida.


Fernando Pessoa, 28-9-1933.

sábado, abril 08, 2006

Acredito...

Acredito...


Acredito nas pessoas, acredito na bondade das pessoas! Sou um crédulo!? Acredito que dizes a verdade, que não me enganas com ela. Piedade! Não muito obrigado! Não a quero nem a mereço!
Esqueço tudo aquilo que dizes, versos, palavras, vou-me embora antes que me pises! Não! Fico para ver daquilo que és capaz, rapaz tenta lá isso outra vez! Sim, porque hoje tenho os olhos abertos, queres a resposta em prosa ou versos! Dentro de uma caixa com o teu nome, ou em mão, meu gnome! As tuas palavras vêem embrulhadas em papel químico, lê um livro para ver se deixas de ser cínico! O teu pensamento é obsceno, passas os dias a ver a miss Setembro! Agarrado á pilinha do papá, paneleiros como tu já não há! A ignorância é uma doença, não é simplesmente burrice! Guardas os esqueletos na dispensa, a polícia apanhou-te eu bem te disse! Que os teus esquemas um dia iam correr mal, não acreditaste, confiaste na bola de cristal. De mais um animal, que tenta enganar toda a gente, foste e és, mais uma mente demente! Eu bem te disse que era grossa e não cabia, foste burro ao ponto de a experimentar um dia! Meteste-te com ela, agora queres sair, andas moscado o dia todo a sorrir. Perdes-te a vida, não sebes bem a onde, queres que te dê uma mãozinha, responde: Se achas que a tua vida vale a pena? Deixa-te de mentiras, dessa cena! Ajudo-te se passares à fase de desintoxicação, dessa mente cega, que já entrou em detonação!
Acredito nas pessoas, acredito na bondade das pessoas! Mas já não sou crédulo! Acredito na verdade, mas já não me enganas com ela!


sexta-feira, abril 07, 2006

...

Eu amo tudo o que foi,
Tudo o que já não é,
A dor que já me não dói,
A antiga e errônea fé,
O ontem que dor deixou,
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.


Fernando Pessoa, 1931.

O pensamento...

O pensamento...


Penso e repenso todos os passos que dou, não sou calculista mas sei o que quero e por onde vou! Não esqueço o que fazes e o que não fazes por mim, mas repete lá isso, nunca pensei que fosses assim! A crueldade deu-te cabo do coração, não mereces as pessoas que estão ao teu lado que te dão a mão.

O pensamento é a minha droga,
A droga é o meu pensamento. (Mind Da Gap)

Enquanto digo o ABC, interrompes-me com perguntas estúpidas, mais de 50 vezes antes de chegar a Z! A tua inteligência é cadavérica, deixa-te de tretas que essa cena não é genérica! É antes uma opção de vida, preferiste o mal, não te queimes na tua própria saliva! Nunca te caiu bem as pessoas passarem-te à frente, esquece é demasiado para a tua mente! Demente, descarregada, encalhada! Volta a ingerir o teu cérebro para ver se recuperas um pouco daquilo que levou o vento!

O pensamento é a minha droga,
A droga é o meu pensamento. (Mind Da Gap)

Hipocrisia esguia, adelgaçada ao teu corpo, nunca pensei que estivesses tão morto, de ideias! Feias como tu! Cheiram mal como a merda, mas deixa lá isso é só mais uma pedra, no teu sapato. De facto, tens o mau gosto na ponta da língua e paragens no pensamento. O pensamento é a minha droga, a droga é o meu pensamento. Droga-me com palavras sensatas e inteligentes ao longo do tempo!

O pensamento é a minha droga,
A droga é o meu pensamento. (Mind Da Gap)

sexta-feira, março 31, 2006

Sinto...

Sinto...


Sinto-me sozinho num mundo de sombras, olhares esguios, desconfiados, mentirosos e por vezes mortos!
Repete o significado da verdade, para ver se não estou enganado! Deixa-te de versos, rimas cheias de insensatez! Deixa-te de lua e luar! Deixa-te desse riso estúpido que afigura nessa tua cara…
Repete o significado de amizade, para ver se não estou errado! Deixa-te de actos imperfeitos, feitos numa peça só tua! Deixa de me enganares com a verdade, trazendo palavras mortas numa sinfonia que o sol aquece todos os dias…
Repete o significado das tuas palavras para ver se eu percebo tudo aquilo que dizes amanha! Deixa-te de hipocrisias, falsidades, sonsices e duplicidades, numa malhada de palavras embrulhadas, de presentes envenenados! Deixa-te de pêndulos inacabados com cruzados e ganchos, de esquerda e direita, pois eu já li esse livro e conheço todas as tuas tácticas…
Repete o que disseste? Não me enganas mais! Já te conheço a ti e todos os de mais…
Sinto-me sozinho num mundo de sombras, olhares esguios, desconfiados, mentirosos e por vezes mortos! Mas agora já os conheço…
Reconheço que não estou sozinho pois há também olhares belos, abertos, sorridentes e vivos!


segunda-feira, março 27, 2006

Noite calma...

Noite calma...

Numa noite calma, ergueste tu a minha alma, pequena e serena. Vem aí mais um turbilhão de sensações, mais uma tempestade de emoções, deste cabo da pacatez que era a minha vida, sentida numa história de paz, amor e guerra! Mostraste o sabor da vitória, o valor do amor, a dor da saudade, o amargo da indiferença, o doce da paixão, o bater do coração…
Fizeste-me sorrir quando o que me apetecia era mesmo chorar, mostraste-me o sol, a lua! Mostraste-me o saber do ver, o ver do querer, o querer do ter, o ter do sentir, o sentir do amar…
És sol e luar, suores frios que passei em noites e dias de paixão…
Foi numa noite calma de agitação de setembro, que a minha vida mudou, foi graças a ti que ela não parou…

sexta-feira, março 10, 2006

Recordo...

Recordo...

Recordo o olhar, o ver e gostar! Recordo o sentir, rir, compreender e amar! Recordo tudo aquilo que me fez feliz, e digo que sou aquilo que fizeste de mim, e no fim sou aquilo que sou e amas-me assim!
Olhar de amar, de querer! Olhar que não mente no sentir! Olhar que atinge o coração! Olhar que ama quando te pega na mão!
Amo-te pela boca, pelo sorriso de todos os dias, pelo brilho nos olhos que não mente, pelas maças do pecado que também são minhas! Pelo sonho de um dia te ter, poder, ser, o melhor para ti e sentir que sim, sou eu quem te faz feliz…

sábado, fevereiro 11, 2006

POEMA DA FODA

POEMA DA FODA

Neste Portugal imenso
Quando chega o verão,
Não há um ser humano
Que não fique com tesão.
É uma terra danada,
Um paraíso perdido.
Onde todo mundo fode,
Onde todo mundo é fodido.
Fodem moscas e mosquitos,
Fodem aranhas e escorpiões,
Fodem pulgas e carrapatos,
Fodem as empregadas com os patrões.
Os brancos fodem os negros
Com grande consentimento,
Certos 'amigos' fodem as noivas
Até quase à hora do casamento.
General fode o Ministro,
Autarca a ordem de prisão.
E os gajos da Assembleia da República
Vivem fodendo a nação.
Os freis fodem as freiras,
O padre fode o sacristão,
Até na seita do crente
O pastor fode o irmão.
Todos fodem neste mundo
Num capricho que alivia.
E os danados dos VIP'S
Fodem os putos da Casa Pia.
Parece que a natureza
Vem-nos a todos dizer,
Que vivemos neste mundo
Somente para foder.
E você, meu nobre amigo
Que agora se está a entreter,
Se não gostou da poesia
Levante-se e vá-se foder!!!

Autor Desconhecido
(também pudera, se fosse conhecido, tava fodido)

sábado, janeiro 28, 2006

O Tempo!

O Tempo!

O tempo perguntou ao tempo qual é o tempo que o tempo tem. O tempo respondeu ao tempo que não tem tempo para dizer ao tempo que o tempo do tempo é o tempo que o tempo tem.

Então não percam tempo a contar o tempo! Vivam a vida como se fosse o ultimo tempo e não desperdicem o tempo com o tempo que pouco interesse tem! Diz ao tempo que tens tempo, todo o tempo que o tempo tem!

domingo, janeiro 15, 2006

Engasguem-se

Se nunca se engasgaram a dizer alguma frase então tentem dizer estas:

  • A vida é uma sucessiva sucessão de sucessões que se sucedem sucessivamente, sem suceder o sucesso...
  • O pato Patolino deu patada na pata Patativa!
  • Há quatro quadros três e três quadros quatro. Sendo que quatro destes quadros são quadrados, um dos quadros quatro e três dos quadros três. Os três quadros que não são quadrados, são dois dos quadros quatro e um dos quadros três.
  • Eu não ligo para a Liga. Porque a Liga não me liga. Se a Liga me ligasse. Eu ligava para a Liga. Mas como a Liga não me liga. Eu não ligo para a Liga.
  • Fui à loja do Sr. Bolas comprar bolas. Ora bolas para o Sr. Bolas que não tinha bolas na loja das bolas.
  • Atrás da porta torta tem uma porca morta.
  • O original nunca se desoriginou e nem nunca se desoriginalizará.
  • Qual é o doce que é mais doce que o doce de batata-doce? Respondi que o doce que é mais doce que o doce de batata-doce é o doce que é feito com o doce do doce de batata-doce.
  • Sabendo o que sei e sabendo o que sabes e o que não sabes e o que não sabemos, ambos saberemos se somos sábios, sabidos ou simplesmente saberemos se somos sabedores.
  • Debaixo da pia tem um pinto que pia, quanto mais a pia pinga mais o pinto pia!
  • A sábia não sabia que o sábio sabia que o sabiá sabia que o sábio não sabia que o sabiá não sabia que a sábia não sabia que o sabiá sabia assobiar.
  • O rato roeu a roupa do Rei de Roma a rainha com raiva resolveu remendar.
  • Três pratos de trigo para três tigres tristes.
  • Num ninho de mafagafos há seis mafagafinhos, quem desmafagafizar, bom desmafagafizador será.
  • E era o sapo dentro do saco, e o saco com o sapo dentro, e o sapo fazendo papo, e o papo fazendo vento.
  • Os aguapés dos aguaçais, nos igapós dos Japurás, nos aguaçais dos igapós, dos Japuras e dos Purus.
  • Papim papa a papinha ; papa - a ao pé do Papão. Papinha, papa de pão. Se o Papim não papa a papa, o Papão papa o Papim. E o Papim já papa a papa, para que não o pape o Papão.
  • Pedro tem o peito do pé preto, o peito de Pedro é preto, quem disser que o peito do Pedro não é preto, tem o peito mais preto que o peito de Pedro.
Estes são alguns trava línguas.