sexta-feira, novembro 25, 2005

O sublime...

O sublime esta a um passo do ridículo!

A perfeição é algo que muita gente ambiciona mas que ninguém atinge. Provavelmente porque não a queremos atingir. Todos nós desconfiamos das pessoas que parecem perfeitas, pois não há pessoas perfeitas e mesmo que houvesse seriam ridículas! Se formos a uma festa de fato e gravata, e nos aparecer à frente uma pessoa sublimemente arranjada (não me refiro as pessoas que vêm bem arranjadas mas de maneira simples), essa pessoa esta a ser ridícula, cómica, pois toda a gente vai gozar ou pelo menos falar (bem ou mal). Talvez essa pessoa quererá mediatização, mas será necessário esta figura? Podemos estar bem vestidos sem extravagância ou extremos! Isto é um exemplo, a maneira de vestir pode ser a maneira de ser!
Há quem diga que a culpa é dos ‘media’ (revistas, jornais, TV), porque é que temos de por sempre a culpa naquilo que não se pode defender, a responsabilidade está na consciência de cada um!
Quando vês alguém com uma maneira de ser perfeita, que não comete erros, que não tem defeitos, é bom, mas será que essa pessoa está a ser realmente verdadeira? Será que não esta a fingir? E tem muitos esqueletos escondidos no armário?! Todas a gente comete erros, tem falhas, ninguém é perfeito!
O requinte, a beleza, a educação, o civismo, estão nos pequenos gestos, no curtos olhares, nas simples palavras, nos irrelevantes actos para com o outro, e não auge sublime da perfeição!!! Sejam simples mas bons naquilo que fazem!
Não pretendo ferir ninguém! Se, se sentem bem da maneira que se vestem e são como pessoa, continuem, não mudem só porque alguém disse que era ridículo, sejam vocês mesmos, mas olhem ao espelho, reflictam e não sigam algo só porque está na moda ou porque os outros o fazem, mas sim porque o querem em consciência!
Não sou perfeito, ninguém o é! Mas tento ser o melhor que posso, sem hipocrisias! Tendo consciência de que cometo erros, e que as desculpas não se pedem evitam-se! Mas fica sempre bem pedir desculpa!
Não façam algo por fazer, podem estar no sublime, mas também a um passo do ridículo!



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Hoje sinto-me profundamente irritado!!!


As coisas são?!

Pergunto-me se as coisas são realmente como pensamos ser ou se são como queremos que sejam. Será que a realidade é real ou não passa de complexa imaginária. Se as coisas que queremos se tornam palpáveis ou não passam de sonhos.
Pergunto-me se sabemos o que queremos ou se vivemos por viver até morrer. O universo é imenso e as coisas que nele existem? Serão verdadeiras ou não passam de noticias de jornal.
Pergunto-me se a ignorância e a hipocrisia que se instalou no refolhamento em que ficou a nossa sociedade, têm resposta.
Pergunto-me se as coisas são coisas ou não passam de coisas sem resposta!

sexta-feira, novembro 18, 2005

Estranha personagem...

Estranha personagem.

Estranha personagem esta em que penso, estranho rosto, estranha fala, estranha maneira de ser. Quantos de vocês se encontrou com uma destas estranhas personagens?! Mas a minha é diferente das vossas!
A minha deixa-me com suores frios, um pouco abaixo, um pouco acima. Faz-me sonhar noite e dia, faz-me ver, querer, crescer, ser, faz-me amar!!!
Pensei um dia o que vou ser no futuro. Mas isso pouco importa, ha que primeiro esquecer o passado (mas nunca o que nele aprendemos), viver e realizar todos os sonhos do presente e ser feliz com ou sem a estranha personagem!
Neste momento quero ser a tua estranha personagem, aquela que te faz vibrar, perder o tempo por instantes e sonhar…
Neste mundo de desfiladeiros não há nada a fazer, tenho somente que escolher a estranha forma de viver. Se houver quem saiba como contornar a morte, pois que o diga de imediato ou se cale para sempre!
Procurem bem a vossa estranha personagem! Pois ela pode espreitar a qualquer esquina!
Espero eu que a minha me encontre, pois eu já encontrei, a minha estranha personagem!!!

A alegria e a tristeza...

A alegria e a tristeza.


A minha alegria é a minha tristeza sem máscara.
E o poço fundo donde corre o meu riso, esteve muitas vezes cheio das minhas lágrimas…

Quando estive alegre, olhei para o fundo do meu coração e vi aquilo que me dava alegria não era se não aquilo que me dá a tristeza.
Quando estive triste, olhei para o fundo do meu coração e vi que realmente choro por aquilo que antes me tinha encantado.

Alguns dizem, “A alegria é maior que a tristeza”, e outros afirmam o contrario.
Mas eu digo-vos que são inseparáveis!!!
Vêm juntas e quando uma se senta a sós comigo à minha mesa, lembro-me que a outra dorme comigo na minha cama.

sábado, novembro 12, 2005

:)

Sou de Portugal um paraíso à beira mar plantado! É um pais pequeno, mas com muito para dar. Tem belezas escondidas, sítios magníficos, uma cultura única e uma gastronomia maravilhosa! Vivo em Coimbra cidade dos estudantes, do amor, da saudade, da tradição, do fado, e claro da queima das fitas!

Este e o meu blog! Aqui irei deixar as palavras que sinto, as palavras no charco!

Fiquem bem! E portem-se mal!

"A Água"

UM MOMEMTO BONITO DE POESIA
"A Água"

Meus senhores eu sou a água
Que lava a cara, que lava os olhos
Que lava a rata e os entrefolhos
Que lava a nabiça e os agriões
Que lava a piça e os colhões
Que lava as damas e o que está vago
Pois lava as mamas e por onde cago.


Meus senhores aqui está a água
Que rega a salsa e o rabanete
Que lava a língua a quem faz minete
Que lava o chibo mesmo da raspa
Tira o cheiro a bacalhau lasca
Que bebe o homem que bebe o cão
Que lava a cona e o berbigão.

Meus senhores aqui está a água
Que lava os olhos e os grelinhos
Que lava a cona e os paninhos
Que lava o sangue das grandes lutas
Que lava sérias e lava putas
Apaga o lume e o borralho
E que lava as guelras ao caralho


Meus senhores aqui está a água
Que rega rosas e manjericos
Que lava o bidé, que lava penicos
Tira mau cheiro das algibeiras
Dá de beber ás fressureiras
Lava a tromba a qualquer fantoche e
Lava a boca depois de um broche.


"A Água", de Manuel Maria Barbosa do Bocage.