Há pessoas pelas quais morreria, gajos pelos quais mataria
Outros pelos quais na boa cagaria e continuaria
A vida e assim, assim é esta merda de vida
No ódio ou no amor, a verdade é que me guia
A verdade é que me guia...
A merda é real...
Esta é a minha realidade...
Esta é a minha verdade...
Nada é ficção onde eu me encontro...
A verdade...
Esta é a minha verdade...
Os falsos escondem-se atrás da mentira...
Verdadeiros perpetuam o seu próprio destino através da verdade...
A verdade é que me guia...
A merda é real...
Esta é a minha realidade...
Esta é a minha verdade...
Nada é ficção onde eu me encontro...
A verdade...
Esta é a minha verdade...
Os falsos escondem-se atrás da mentira...
Verdadeiros perpetuam o seu próprio destino através da verdade...
quinta-feira, junho 07, 2007
terça-feira, maio 01, 2007
O autor aos seus versos...
O autor aos seus versos
Chorosos versos meus desentoados,
Sem arte, sem beleza e sem brandura,
Urdidos pela mão da Desventura,
Pela baça Tristeza envenenados:
Vede a luz, não busqueis, desesperados,
No mudo esquecimento a sepultura;
Se os ditosos vos lerem sem ternura,
Ler-vos-ão com ternura os desgraçados:
Não vos inspire, ó versos, cobardia
Da sátira mordaz o furor louco,
Da maldizente voz e tirania:
Desculpa tendes, se valeis tão pouco,
Que não pode cantar com melodia
Um peito de gemer cansado e rouco.
Bocage
domingo, abril 01, 2007
Não tenho pressa
Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua. (20-6-1929)
Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.
Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem.
Se onde quero estar é longe, não estou lá num momento.
Sim: existo dentro do meu corpo.
Não trago o sol nem a lua na algibeira.
Não quero conquistar mundos porque dormi mal,
Nem almoçar o mundo por causa do estômago.
Indiferente?
Não: filho da terra, que se der um salto, está em falso,
Um momento no ar que não é para nós,
E só contente quando os pés lhe batem outra vez na terra,
Traz! na realidade que não falta!
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passe adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salte por cima da sombra.
Não; não tenho pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega
Nem um centímetro mais longe.
Toco só aonde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E somos vadios do nosso corpo.
E estamos sempre fora dele porque estamos aqui.
Fernando Pessoa
Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.
Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem.
Se onde quero estar é longe, não estou lá num momento.
Sim: existo dentro do meu corpo.
Não trago o sol nem a lua na algibeira.
Não quero conquistar mundos porque dormi mal,
Nem almoçar o mundo por causa do estômago.
Indiferente?
Não: filho da terra, que se der um salto, está em falso,
Um momento no ar que não é para nós,
E só contente quando os pés lhe batem outra vez na terra,
Traz! na realidade que não falta!
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passe adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salte por cima da sombra.
Não; não tenho pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega
Nem um centímetro mais longe.
Toco só aonde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E somos vadios do nosso corpo.
E estamos sempre fora dele porque estamos aqui.
Fernando Pessoa
quarta-feira, março 21, 2007
A felicidade exige valentia.
"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas, não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
domingo, março 11, 2007
Segue o teu destino...
Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis, 1-7-1916 (Fernando Pessoa)
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.
Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.
Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.
Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.
Ricardo Reis, 1-7-1916 (Fernando Pessoa)
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Sinto-me como o Velho do Restelo...
Sinto-me como o Velho do Restelo, pessimista, conservador e reaccionário, sem acreditar minimamente no sucesso da epopeia que é a minha vida!
Onde andas tu, onde andam os sonhos criados a dois, onde te perdi, onde ficou esse perfume da manha, amargo como o amor, suave como a paixão.
Já não sei o que diz o coração, se sigo o que ele sente ou se ouço a razão! Sinto que todo me foge do controlo, que a luta não é por aquilo que quero mas sim por aquilo que me deixam lutar, que já não tenho importância alguma e se algum dia a terei!
Sinto-me como um astro no céu, perdido na imensidão do universo!
Onde ficou aquele olhar que trocamos os dois! Onde ficou aquele gesto suave
onde te agarrei e te entregaste na plenitude daquele amor.
Sinto-me como o Velho do Restelo, sozinho junto ao rio à espera do castigo e da justiça À espera dos triunfos, das palmas e das vitórias. À espera que a expedição da vida não morra na praia.
Onde andas tu, onde andam os sonhos criados a dois, onde te perdi, onde ficou esse perfume da manha, amargo como o amor, suave como a paixão.
Já não sei o que diz o coração, se sigo o que ele sente ou se ouço a razão! Sinto que todo me foge do controlo, que a luta não é por aquilo que quero mas sim por aquilo que me deixam lutar, que já não tenho importância alguma e se algum dia a terei!
Sinto-me como um astro no céu, perdido na imensidão do universo!
Onde ficou aquele olhar que trocamos os dois! Onde ficou aquele gesto suave
onde te agarrei e te entregaste na plenitude daquele amor.Sinto-me como o Velho do Restelo, sozinho junto ao rio à espera do castigo e da justiça À espera dos triunfos, das palmas e das vitórias. À espera que a expedição da vida não morra na praia.
sexta-feira, janeiro 19, 2007
chamam-lhe...
Há alturas na vida em que não sei o que sou, quem sou, ou o que faço aqui! Não sei para onde vou, onde estou, ou o que faço sem ti! Sinto-me num caminho perdido, esquecido num banco qualquer! Apetece-me sair e andar por ai sem rumo sem lugar certo no horizonte! E pronto la vamos nós!
Fazem-me sinais ao fundo desta rua numerosa, não sei quem és, o que queres, ou se falar para mim! E fico assim enfim nesta vida, esquecida no profundo mundo da minha alma! Que só tu acalmas com esse sentimento perfeito, por vezes sem jeito, a que chamam amor...
Fazem-me sinais ao fundo desta rua numerosa, não sei quem és, o que queres, ou se falar para mim! E fico assim enfim nesta vida, esquecida no profundo mundo da minha alma! Que só tu acalmas com esse sentimento perfeito, por vezes sem jeito, a que chamam amor...
quinta-feira, janeiro 11, 2007
DEDICATÓRIA
Dedicatória
Até aparecer algo de novo, nunca identificado
Hip Hop, muitos gostaram, outros não
Talvez seja por não ser de fácil compreensão
Que é isto? Ninguém canta, ninguém toca instrumentos
Graffiti, Breakdance, estranhos, estranhos comportamentos
Só se ouvem palhaços comerciais
Que não representam, artigos copiados de revistas,
outros que inventam.
Dou dicas directamente da fonte p'ra se saber
Que é isto afinal, que estamos aqui a fazer.
Hip Hop, simplesmente, não é como o rock,
Não adianta comparar-nos, ponto final, Stop!
Ninguem toca quase nada,ou até mesmo nada.
Temos um sampler p'ra sacar o que mais nos agrada
Rimas ricas ou pobres, que não obedecem à métrica,
Sem estrutura convencional de quem especifíca,
Uma maneira de viver, p'ra não esquecer,
Com pormenores que nem todos conseguem entender.
Não importa quem se gaba, mas quem o faz melhor,
É indiferente raça, credo, estatuto ou côr.
Por favor, poupem comentários ignorantes,
Tirem dúvidas, se vão falar é melhor pensar antes.
Entenda-se que isto é delicado como cerâmica,
A seguir ao refrão, Ace explica-vos a mecânica.
O que eu precisava, era mesmo,
alguém assim como tu.
Eras o estilo certo, para mim,
Quero ficar contigo até ao fim.
Nunca tive ninguém, como tu,
Mas sempre te procurei,
Agora que te encontrei, que te ouvi,
Quero ficar contigo até ao fim.
Hip Hop, o meu carborante, a língua,o carborador Cérebro,
a vávula de admissão, a perícia, a injecção,
Tenho amor pela profissão, profissionalizo um hobby,
Os versos, a minha pressão, Mind da Gap são o meu lobby.
Os modelos, a gasolina, falsos, a estricnina.
Nova Iorque, a box, Costa Este, a anfetamina.
Em 73, o nascimento do bólide e condutor
Eu guio o estilo e estilizo-o sem pudor.
Os primeiros MC's, meus co-pilotos particulares
Pioneiros, as raízes destes ritmos singulares.
O lubrificante que nos dá gás como um gaseificante,
Hip Hop é o meu vício, o teu é o refrigerante.
Produtores de Breakbeats,com sistemas de som ambulantes,
Faziam festas no Bronx, em ambientes beligerantes.
Mais tarde vieram os MC's, animar como GTi's
Novo sistema de motorização, os rappers são V.I.P's.
Nas Escobar, meu par, bebe Asti Gancia num Lancia
Enquanto os Mobb Deep, mandam shook ones para a ambulância. KoolHerc, não ia adivinhar,
o que estava ali a criar,
Raekwon e Method Man, combustível p'ra injectar.
Biggie Smalls,acaba o rol dos favoritos de Nova Iorque,
Tenho tamanho torque, que figuro na lista da Autosport.
A potência que declaro, torna-me raro com'um Jaguaro,
Se me enganei não reparo, o que vos digo é sempre claro. Velozcom'um Lamborghini,
conto-te a história como Fellini,
Junto a minha voz aos reais, enfio os falsos num Mini.
Necessitas de cinto de segurança,
isto não é música de dança, dedicatória p'ó Hip Hop,
a história que aqui s'avança.
O que eu precisava, era mesmo,
alguém assim como tu.
Eras o estilo certo, para mim,
Quero ficar contigo até ao fim.
Nunca tive ninguém, como tu,
Mas sempre te procurei,
Agora que te encontrei, que te ouvi,
Quero ficar contigo até ao fim.
Mind Da Gap
Até aparecer algo de novo, nunca identificado
Hip Hop, muitos gostaram, outros não
Talvez seja por não ser de fácil compreensão
Que é isto? Ninguém canta, ninguém toca instrumentos
Graffiti, Breakdance, estranhos, estranhos comportamentos
Só se ouvem palhaços comerciais
Que não representam, artigos copiados de revistas,
outros que inventam.
Dou dicas directamente da fonte p'ra se saber
Que é isto afinal, que estamos aqui a fazer.
Hip Hop, simplesmente, não é como o rock,
Não adianta comparar-nos, ponto final, Stop!
Ninguem toca quase nada,ou até mesmo nada.
Temos um sampler p'ra sacar o que mais nos agrada
Rimas ricas ou pobres, que não obedecem à métrica,
Sem estrutura convencional de quem especifíca,
Uma maneira de viver, p'ra não esquecer,
Com pormenores que nem todos conseguem entender.
Não importa quem se gaba, mas quem o faz melhor,
É indiferente raça, credo, estatuto ou côr.
Por favor, poupem comentários ignorantes,
Tirem dúvidas, se vão falar é melhor pensar antes.
Entenda-se que isto é delicado como cerâmica,
A seguir ao refrão, Ace explica-vos a mecânica.
O que eu precisava, era mesmo,
alguém assim como tu.
Eras o estilo certo, para mim,
Quero ficar contigo até ao fim.
Nunca tive ninguém, como tu,
Mas sempre te procurei,
Agora que te encontrei, que te ouvi,
Quero ficar contigo até ao fim.
Hip Hop, o meu carborante, a língua,o carborador Cérebro,
a vávula de admissão, a perícia, a injecção,
Tenho amor pela profissão, profissionalizo um hobby,
Os versos, a minha pressão, Mind da Gap são o meu lobby.
Os modelos, a gasolina, falsos, a estricnina.
Nova Iorque, a box, Costa Este, a anfetamina.
Em 73, o nascimento do bólide e condutor
Eu guio o estilo e estilizo-o sem pudor.
Os primeiros MC's, meus co-pilotos particulares
Pioneiros, as raízes destes ritmos singulares.
O lubrificante que nos dá gás como um gaseificante,
Hip Hop é o meu vício, o teu é o refrigerante.
Produtores de Breakbeats,com sistemas de som ambulantes,
Faziam festas no Bronx, em ambientes beligerantes.
Mais tarde vieram os MC's, animar como GTi's
Novo sistema de motorização, os rappers são V.I.P's.
Nas Escobar, meu par, bebe Asti Gancia num Lancia
Enquanto os Mobb Deep, mandam shook ones para a ambulância. KoolHerc, não ia adivinhar,
o que estava ali a criar,
Raekwon e Method Man, combustível p'ra injectar.
Biggie Smalls,acaba o rol dos favoritos de Nova Iorque,
Tenho tamanho torque, que figuro na lista da Autosport.
A potência que declaro, torna-me raro com'um Jaguaro,
Se me enganei não reparo, o que vos digo é sempre claro. Velozcom'um Lamborghini,
conto-te a história como Fellini,
Junto a minha voz aos reais, enfio os falsos num Mini.
Necessitas de cinto de segurança,
isto não é música de dança, dedicatória p'ó Hip Hop,
a história que aqui s'avança.
O que eu precisava, era mesmo,
alguém assim como tu.
Eras o estilo certo, para mim,
Quero ficar contigo até ao fim.
Nunca tive ninguém, como tu,
Mas sempre te procurei,
Agora que te encontrei, que te ouvi,
Quero ficar contigo até ao fim.
Mind Da Gap
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